Wednesday, November 28, 2007

A difícil arte da compreensão.

Confesso, eu tive dificuldade de entender uma pessoa que me disse que não estava feliz de estar morando fora do Brasil. Tentei convencer de que era hora de mudar de atitude e aproveitar para fazer algo diferente, que o tempo voa e logo essa pessoa estaria de volta ao Brasil e quando chegasse lá perceberia que perdeu uma super oportunidade de curtir algo totalmente diferente na vida. Demorei bastante para admitir que a minha verdade não serve para todo mundo e perceber que as dificuldades enfrentadas por essa pessoa são reais para ela (!) mesmo que para mim soem bobas.
Outro dia estava conversando com a Pri, minha cunhada, como é difícil da gente aceitar certos comportamentos, certas idéias. Eu digo "a gente" de uma maneira geral. Eu, você que está lendo, a humanidade de forma geral. Somos todos cheios de imposições... Os tópicos são infinitos e variados.
Tempos atrás fiquei indignada quando ouvi uma fulana falando para uma amiga minha que tem filho e optou por ficar em casa e não trabalhar que ela estava tomando a decisão errada. E o preconceito contrário também já presenciei, se você tem filho e volta a trabalhar logo, com certeza vai receber muitas sobrancelhas erguidas. A bem da verdade é que todo mundo acha que sabe melhor do que você o que te faz (ou fará) mais feliz.
Resumindo, não acho que temos que pensar igual, o mundo seria muito entendiante se fosse assim. Mas achar o ponto de equilíbrio não é das tarefas mais fáceis. Até que ponto estou fazendo um mero comentário, ou ajudando dando minhas dicas, ou invadindo o espaço do outro? Conviver com o diferente, aceitando e respeitando sem querer mudar requer um certo empenho. Já parou para pensar quantas vezes você achou que a sua idéia é melhor e tentou mudar o jeito de outro alguém????
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Pittsburgh estava muito bom! Saímos de Boston no sábado, dormimos no meio do caminho para no outro dia parar na Philadelphia, belíssima cidade da Pensilvania e Harrisburg, que é a capital do estado. Chegamos em Pitts domingo a noite. Para variar eu e a Pri conversamos horas e horas seguidas, visitamos uma amiga que teve neném (como eles são fofos), fizemos algumas comprinhas, fomos na exposição Bodies - the exhibition!, e brinquei muito com a Nina, que está cada dia mais linda e engraçadinha.
Fui!!!!

Wednesday, November 21, 2007

Atualizando minhas anotações...


Andei um tempo sem escrever porque mudamos de apartamento e viemos para nossa casa. Chegando aqui o computador ficou no chão por alguns - muitos - dias, pois eu quis me livrar da mesinha horrenda que tínhamos para ele no nosso antigo apertamento (com E mesmo). Resultado, usar o computador no chão não é muito agradável, requer umas poses bem cansativas e eu não sou e nunca fui fã de Yoga! Então ele ficou como um objeto de decoração por pelo menos 1 mês. Finalmente quando compramos a mesa legal para ele, tcharannn, ele quis se vingar de mim e claro estava podre. Ligar ele ligou, depois do Luti dedicar algumas horas para que isso acontecesse. Mas parecia mais um computador de 1985, com apenas 3 ou 4 cores na tela e demorava uma eternidade para fazer qualquer tarefa. Desesperei porque todas as fotos nossas daqui estavam nele e somente nele, com exceção das que mandamos por emails que não são 1/10 do que já tiramos, I'm a photo freak! Enfim compramos outro computer e cá estou escrevendo de novo... agora minha próxima desculpa para passar longos tempos sem dar o ar da graça por aqui será minha viajem primeiro para Pittsburgh e depois para o Brasilzão onde passarei 45 dias. Whatever!!!
Mas relembrando um pouco do que já passamos por aqui... Chegamos aqui em junho, no finalzinho. Não nos programamos direito e acabamos ficando 8 (oito) horas no aeroporto por não ter para onde ir. Explico, combinamos de ficar na casa de um casal de brasileiros que já morava aqui, até nosso studio vagar - 3 dias. Então chegamos com trocentas malas, uma besteira viajar com tudo aquilo, e nao tínhamos pra onde ir até a hora que esse casal que nos acolheu chegasse em casa do trabalho. Não fomos palermas, até tentamos achar um lugar no aeroporto para deixar as malas por algumas horas - assim poderíamos conhecer um pouco da cidade - mas foi em vão. Aqui mala é um assunto sério! Tivemos que ficar grudados com elas até ir para casa deles. Bom, foi amor a primeira vista pela cidade. Eu não fiz minha lição de casa, não estudei sobre a Boston antes de vir. Como já tinha vindo algumas vezes antes para os EUA e chegado bem perto de Boston (já tinha ido p/ NY) achei que conhecia bem o estilo americano. Para minha surpresa e satisfação Boston é diferente! É uma mistura linda e perfeita de uma arquitetura moderna e antiga. NY é meio assim, mas com uma cara mais agressiva, de cidade grande. Boston não, é uma cidade grande com cara de cidade normal :o), nem grande nem pequena, tem muita gente bonita caminhando nas ruas, uma a vida cultural intensa e muitos restaurantes e cafés - sempre cheios! Parques belíssimos e para melhorar fica na beira do mar. É uma cidade que faz bem para os olhos. Já para o bolso... êta cidadezinha cara. Por isso moramos no primeiro ano num studio. Tivemos alguns inconvenientes no nosso primeiro ap. -fomos roubados - decidimos não escutar nenhum dos 3 conselhos q nos deram: location, location, location -aprendemos a lição da forma mais concreta possível. Duas semanas depois nos mudamos para um bairro bem legal - o que diminuíu ainda mais o tamanho do nosso ap. Nas duas primeiras semanas do novo ap eu estava super medrosa. Para minha sorte achei um curso no hospital especializado em ouvido, um hospital da Harvard. Me inscrevi e na mesma hora mandei um email para a diretora do departamento de audio pedindo para fazer estágio lá. Logo em seguida ela me respondeu e marcou uma entrevista para uma semana depois do curso. Fui no curso e já aproveitei para me apresentar à ela (eu queria ficar na minha zona de conforto e só falar com ela no dia da entrevista mesmo, mas tomei corajem e fui. Foi bem rapidinho, mas ela foi muito simpática). No dia da entrevista foi tudo super bem, ela me mostrou o departamento, perguntou quais eram meus interesses e falou que eu poderia começar assim que eu quisesse. E assim comecei meu estágio, experiência maravilhosa de vida - com todas as coisas boas e as não tão boas - fiquei lá quase uma ano. Indo todo dia e vendo muita coisa diferente. Vi de tudo, desde audio básica até AER e VEMPs. Fui para sala de cirguria acompanhar o serviço das audiologistas, que aqui são as responsáveis pelo monitoramento de alguns nervos (pares cranianos) durante algumas neurocirurgias e cirurgias na laringe. Aprendi exames diferentes, vi como funciona um serviço de implante coclear e todo o acompanhamento que existe depois que o implante é feito. Ah, a parte mais diferente foi acompanhar as pesquisas no laboratório mesmo, com ratinhos. Caramba, fazer AER (BERA) e OAE (emissões otoacústicas) nos ratinhos não é fácil e tem que ter estômago... E eu não tinha! Enfim, profissionalmente foi excelente e pessoalmente também.
Por hoje é só!