Friday, July 16, 2010

O pré - parto


Quero deixar registrado aqui o dia do nascimento da minha filha. E tudo que antecedeu ao fato :o)
Faz bastante tempo, quase dois anos, mas me lembro tão bem... Acho que momentos assim ficam gravados de maneira muito forte na memória, da cor do céu, até o cheirinho de café na entrada do hospital (e minha dúvida de quando eu poderia comer algo, pois eu estava faminta. Não foi a toa que engordei 20 quilos, 22 para ser bem sincera). Bom, tudo começou nove meses antes, quando uma bela noite eu e o Luti... kkkk Nada de detalhes picantes, esse é um blog familiar. Enfim, Stella nasceu com 39 semanas e um dia. Fisicamente eu estava pronta MUITO antes para ter o bebe, lá pela 34 semana, pois tudo fica muito difícil com o barrigão, inchaço, dores nas juntas, azia... Então quanto antes nascesse melhor. A famosa mala para o hospital também estava a muito tempo pronta! E o que tinha dentro da malinha? Um pijama, roupinhas para Stella, minha necessaire e uns duzentos tipos de salgadinho e bolacha. Parecia mais que estava indo para um spa contra minha vontade, e como todo bom "interno", tinha que me precaver! Mas psicologicamente teve muito mais tempo e trabalho. Uma que eu passei a vida inteira falando que faria cesariana, e quando me vejo grávida num país que cesaria só feita em casos de real necessidade, perdi meu chão. Outro detalhe é que muitas pessoas, mulheres na maioria dos casos, com uma super sensibilidade, me falavam que eu era louca de fazer parto normal - todas brasileiras. E as americanas, por outro lado, falavam que eu era louca por querer uma cesaria. Poucas foram as pessoas que me encorajaram. Tanto que fui para o último ultrassom torcendo para que a Stella estivesse sentada, para que então nào tivesse outra opção que não a cesariana. Well, that didn't happen. E foi a partir desse momento que houve uma transformação mental enorme em mim. Assumi que seria parto normal, fui fazer childbirth class, deletei tudo que me falaram de horrível das experiências que quase NENHUMA das pessoas que me contou, viveu. E principalmente parei de ver os lindos programas que mostravam as mães berrando como umas loucas na hora do nascimento do baby. Na verdade, duas amigas tiveram experiências não muito boas com o parto normal. Uma queridinha, pior é que ela é querida mesmo, que frequenta o mesmo grupo de OB-GYN (obstetras) falou que eu não deveria fazer o parto com a médica fulana de tal, pois ela quase a matou... Como se eu tivesse opção de escolher quem eu quisesse... Só se eu falasse para a médica: sai daqui, porque meu marido a partir de hoje, sempre teve o sonho de fazer meu parto, kkkkkkk. Pois é, aqui é tudo muito diferente do Brasil. Para ter uma vida normal, os obstetras aqui tem uma escala plantão, e quem estiver no hospital no dia, é que fará seu parto. Ou seja, minha chance de ser o meu médico na hora H era bem pequena. Mini flashback para o dia do chá de bebê oferecido pelos colegas de trabalho do Luti. Fulaninha vira para mim e pergunta qual era o due date. Eu respondo: 17 de setembro. Ela fala: pode nascer qualquer dia, menos 11. Guess what??? Dia 10 de setembro fomos jantar na casa de amigos, que também eram nossos vizinhos na época. Depois do jantar andamos até em casa acompanhados pelo Kawai. Na porta de casa senti que algo tinha acontecido. Assim que entrei, avisei o Luti que achava que a bolsa tinha rompido. Liguei para a médica, mas quem atendeu foi a enfermeira de plantão (obstetra aqui tem uma vida muito boa). Ela informou que eu deveria ir para o hospital somente se as contrações fossem a cada 10 minutos. Como isso nao aconteceu passei a noite inteira tentando relaxar e dormir - como tinham me ensinado na aulinha de parto, pois sabia que precisaria de toda disposição para logo mais. Maridão é que nao conseguiu relaxar, diz ele que não dormiu a noite toda contando as contrações. Enfim, fomos para a clínica. No meio do caminho as contrações vinham e paravam, mas eu estava encantada com o lindo dia que fazia naquela manhã de setembro. E o Luti suando com o trânsito que encontramos. Da clínica me mandaram direto para o hospital, pois já estava com 3 cm de dilatação e a pequena já estava baixa. No caminho entre a clínica e o hospital ligamos para família para avisar que seria o dia. Que felicidade!

Thursday, July 15, 2010

Um desabafo

Ai ai, o ano está voando... E me parece que as notinhas que fiz com minhas resoluções para o ano novo, crente que iria cumprir, vão ficar para o próximo ano. Chego a conclusão que eu tenho que escutar mais o maridão! Quando ele leu, me falou que eu deveria ser mais realista, eu fiquei brava. Tá duvidando de mim??? Ou então, a solução não seja escutar ele e sim ser mais reservada e não mostrar para ninguém meus projetos para o novo ciclo que começa com cada ano... Assim ninguém vai saber que eu queria aprender espanhol, que eu queria emagrecer 10 kilos, que eu... bem, já chega! Mais ninguém, além de mim e meu amado marido, precisa ficar me controlando :o) Mas na verdade o que pesa mesmo é a cobrança pessoal. Enfim, ainda tenho 5 meses para correr atrás e aprender umas coisinhas em espanhol e emagrecer uns quilinhos (10 não vai rolar, mas quem sabe uns 4, talvez 5? eu preciso mesmo é eliminar os malditos 10 Kilos!!!).
Agora um assunto super sério e triste, queria desabafar aqui minha indignação com os casos horríveis contra mulher que aconteceram no Brasil e estão aparecendo muito na Globo. O da advogada que foi morta pelo ex e o da mulher que teve um filho com um jogador de futebol -monstro! e foi morta de maneira cruel por uma cambada de psicopatas covardes. O pior é que esses são os casos que aparecem, triste é pensar que todos os dias mulheres são agredidas por aqueles que um dia foram, e em alguns casos ainda são, os homens de suas vidas. Vendo esses dois casos tão tristes, me veio na memória o caso de duas pessoas famosas: Luana Piovani e a cantora Rihana. Me lembro que a primeira denunciou o ex-namorado (Dado Dolabella) por agressão. Palmas para a Luana! Ela poderia ter deixado passar, e ele continuar seguindo impunemente e sabe lá quem seria sua próxima vítima. Quanto ao caso da Rihana não tenho certeza se ela chegou a prestar queixa, mas ela não voltou a namorar o Chris Brown, seu então namorado. E depois deu uma entrevista falando abertamente da agressão. É isso que tem que acontecer, não se pode ter vergonha e nem medo. Elas deram um ótimo exemplo para todas as mulheres que passam por essa situação. Se você denuncia e não deixa simplesmente a coisa passar, o comportamento de quem fez algo errado vai mudar. Logico que psicopatas são um caso a parte! Sei que é muito mais fácil falar do que agir, sou solidária a todos que sofrem qualquer tipo de agressão. Nao julgo a mulher que nao tem coragem de denunciar, mas tenho pena dela! Porem gostaria ver mais denúncias, para que as agressões acabassem. Mas também gostaria de imaginar que a justiça tomaria conta de todos os casos de forma exemplar, diferente de como agiram caso da tal Eliza e tantas outras. É difícil... ô assunto pesado.
Para terminar com uma mensagem um pouco mais otimista, empresto agora as palavras de John Lennon:

Imagine all the people
Living life in peace

You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one