Thursday, April 17, 2008

Coisinhas de mae

Lilypie Expecting a baby Ticker

Ontem fiz o ultrasom e descobrimos que teremos uma meninaaaaa... Nossa como eh bom ver nossa baby na telinha. A felicidade nao poderia ser maior. Estou mais que apaixonada por esse serzinho que cada dia eu percebo mais dentro da minha barriga, nao soh pelo tamanho mais tambem pelos chutinhos bem leves.

Monday, April 7, 2008

Novidade boa!!!!


Uau, séculos se passaram desde a ultima vez que escrevi. Já fui para o Brasil, passei 45 dias maravilhosos cercada das pessoas que amo, já voltei e isso há quase 3 meses. Já tivemos visitas de pessoas especiais por 45 dias aqui em casa (alias esse ano teremos muitas visitas especiais).
O que tenho para registrar aqui é uma das coisas mais importantes da minha vida: meu baby. Estou grávida de 17 semanas - (4 meses e uma semana). Está sendo uma fase muito educativa para dizer o mínimo, hehehehe. Essa historia de falar de quanto tempo estou grávida pela semana que estou eh quase que incontrolável... Sempre me irritava quando eu perguntava de quanto tempo a pessoa estava grávida e a resposta era em semanas, deixando para mim a tarefa de calcular quantos meses dava. Pronto, parece que eu não consigo falar em meses por mais que eu pense que eu deveria facilitar para os que ainda não embarcaram nessa experiência. Porque com as meninas (irmã, primas e amigas) que já tem seus filhotes e filhotas acho que me entendem bem. Sexta-feira fomos numa festa e o Luti falou para uma menina que eu estava grávida de 3 meses. Só com o olhar que eu dei para ele foi suficiente para que ele começasse a titubear e eu logo interrompi e falei 16 semanas e x dias. Vendo a cara de dúvida da menina me arrependi e falei 4 meses. Mas é que o bebezinho muda tanto de semana pra semana, outra coisa é que parece que ajuda o tempo passar mais rápido. A gravidez tem sido uma experiência de corpo todo, literalmente. Não é só a barriga que cresce. Na verdade o primeiro sinal que eu estava grávida foi no estômago, ou o que não parava nele. Também outro sinal bem no início foi o olfato exacerbado. Putz como passei mal com qualquer cheiro que fosse. O Lú teve que trocar de perfume 2 vezes, mas a melhor solução foi banir de vez qualquer perfume. Mas essa fase dos enjôos passou, ainda bem! O que não passou foi o sono, que se me deixarem durmo o dia e a noite toda... Logo vamos descobrir se teremos uma menina ou um menino. Sinceramente eu não tenho preferência e muito menos um palpite. Por isso ainda nem pensei em nomes. Ainda não parei para namorar roupinhas. O engraçado é que antes de engravidar eu não podia passar na frente de uma loja de neném sem entrar ou pelo menos parar na vitrine. Mas o importante é que estamos muito felizes! E nos divertindo e aprendendo cada dia mais. Fui!

Ah, a foto postada do ultrasom do nosso baby eh da 5 semana... Ou seja, parece um feijaozinho.

Wednesday, November 28, 2007

A difícil arte da compreensão.

Confesso, eu tive dificuldade de entender uma pessoa que me disse que não estava feliz de estar morando fora do Brasil. Tentei convencer de que era hora de mudar de atitude e aproveitar para fazer algo diferente, que o tempo voa e logo essa pessoa estaria de volta ao Brasil e quando chegasse lá perceberia que perdeu uma super oportunidade de curtir algo totalmente diferente na vida. Demorei bastante para admitir que a minha verdade não serve para todo mundo e perceber que as dificuldades enfrentadas por essa pessoa são reais para ela (!) mesmo que para mim soem bobas.
Outro dia estava conversando com a Pri, minha cunhada, como é difícil da gente aceitar certos comportamentos, certas idéias. Eu digo "a gente" de uma maneira geral. Eu, você que está lendo, a humanidade de forma geral. Somos todos cheios de imposições... Os tópicos são infinitos e variados.
Tempos atrás fiquei indignada quando ouvi uma fulana falando para uma amiga minha que tem filho e optou por ficar em casa e não trabalhar que ela estava tomando a decisão errada. E o preconceito contrário também já presenciei, se você tem filho e volta a trabalhar logo, com certeza vai receber muitas sobrancelhas erguidas. A bem da verdade é que todo mundo acha que sabe melhor do que você o que te faz (ou fará) mais feliz.
Resumindo, não acho que temos que pensar igual, o mundo seria muito entendiante se fosse assim. Mas achar o ponto de equilíbrio não é das tarefas mais fáceis. Até que ponto estou fazendo um mero comentário, ou ajudando dando minhas dicas, ou invadindo o espaço do outro? Conviver com o diferente, aceitando e respeitando sem querer mudar requer um certo empenho. Já parou para pensar quantas vezes você achou que a sua idéia é melhor e tentou mudar o jeito de outro alguém????
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Pittsburgh estava muito bom! Saímos de Boston no sábado, dormimos no meio do caminho para no outro dia parar na Philadelphia, belíssima cidade da Pensilvania e Harrisburg, que é a capital do estado. Chegamos em Pitts domingo a noite. Para variar eu e a Pri conversamos horas e horas seguidas, visitamos uma amiga que teve neném (como eles são fofos), fizemos algumas comprinhas, fomos na exposição Bodies - the exhibition!, e brinquei muito com a Nina, que está cada dia mais linda e engraçadinha.
Fui!!!!

Wednesday, November 21, 2007

Atualizando minhas anotações...


Andei um tempo sem escrever porque mudamos de apartamento e viemos para nossa casa. Chegando aqui o computador ficou no chão por alguns - muitos - dias, pois eu quis me livrar da mesinha horrenda que tínhamos para ele no nosso antigo apertamento (com E mesmo). Resultado, usar o computador no chão não é muito agradável, requer umas poses bem cansativas e eu não sou e nunca fui fã de Yoga! Então ele ficou como um objeto de decoração por pelo menos 1 mês. Finalmente quando compramos a mesa legal para ele, tcharannn, ele quis se vingar de mim e claro estava podre. Ligar ele ligou, depois do Luti dedicar algumas horas para que isso acontecesse. Mas parecia mais um computador de 1985, com apenas 3 ou 4 cores na tela e demorava uma eternidade para fazer qualquer tarefa. Desesperei porque todas as fotos nossas daqui estavam nele e somente nele, com exceção das que mandamos por emails que não são 1/10 do que já tiramos, I'm a photo freak! Enfim compramos outro computer e cá estou escrevendo de novo... agora minha próxima desculpa para passar longos tempos sem dar o ar da graça por aqui será minha viajem primeiro para Pittsburgh e depois para o Brasilzão onde passarei 45 dias. Whatever!!!
Mas relembrando um pouco do que já passamos por aqui... Chegamos aqui em junho, no finalzinho. Não nos programamos direito e acabamos ficando 8 (oito) horas no aeroporto por não ter para onde ir. Explico, combinamos de ficar na casa de um casal de brasileiros que já morava aqui, até nosso studio vagar - 3 dias. Então chegamos com trocentas malas, uma besteira viajar com tudo aquilo, e nao tínhamos pra onde ir até a hora que esse casal que nos acolheu chegasse em casa do trabalho. Não fomos palermas, até tentamos achar um lugar no aeroporto para deixar as malas por algumas horas - assim poderíamos conhecer um pouco da cidade - mas foi em vão. Aqui mala é um assunto sério! Tivemos que ficar grudados com elas até ir para casa deles. Bom, foi amor a primeira vista pela cidade. Eu não fiz minha lição de casa, não estudei sobre a Boston antes de vir. Como já tinha vindo algumas vezes antes para os EUA e chegado bem perto de Boston (já tinha ido p/ NY) achei que conhecia bem o estilo americano. Para minha surpresa e satisfação Boston é diferente! É uma mistura linda e perfeita de uma arquitetura moderna e antiga. NY é meio assim, mas com uma cara mais agressiva, de cidade grande. Boston não, é uma cidade grande com cara de cidade normal :o), nem grande nem pequena, tem muita gente bonita caminhando nas ruas, uma a vida cultural intensa e muitos restaurantes e cafés - sempre cheios! Parques belíssimos e para melhorar fica na beira do mar. É uma cidade que faz bem para os olhos. Já para o bolso... êta cidadezinha cara. Por isso moramos no primeiro ano num studio. Tivemos alguns inconvenientes no nosso primeiro ap. -fomos roubados - decidimos não escutar nenhum dos 3 conselhos q nos deram: location, location, location -aprendemos a lição da forma mais concreta possível. Duas semanas depois nos mudamos para um bairro bem legal - o que diminuíu ainda mais o tamanho do nosso ap. Nas duas primeiras semanas do novo ap eu estava super medrosa. Para minha sorte achei um curso no hospital especializado em ouvido, um hospital da Harvard. Me inscrevi e na mesma hora mandei um email para a diretora do departamento de audio pedindo para fazer estágio lá. Logo em seguida ela me respondeu e marcou uma entrevista para uma semana depois do curso. Fui no curso e já aproveitei para me apresentar à ela (eu queria ficar na minha zona de conforto e só falar com ela no dia da entrevista mesmo, mas tomei corajem e fui. Foi bem rapidinho, mas ela foi muito simpática). No dia da entrevista foi tudo super bem, ela me mostrou o departamento, perguntou quais eram meus interesses e falou que eu poderia começar assim que eu quisesse. E assim comecei meu estágio, experiência maravilhosa de vida - com todas as coisas boas e as não tão boas - fiquei lá quase uma ano. Indo todo dia e vendo muita coisa diferente. Vi de tudo, desde audio básica até AER e VEMPs. Fui para sala de cirguria acompanhar o serviço das audiologistas, que aqui são as responsáveis pelo monitoramento de alguns nervos (pares cranianos) durante algumas neurocirurgias e cirurgias na laringe. Aprendi exames diferentes, vi como funciona um serviço de implante coclear e todo o acompanhamento que existe depois que o implante é feito. Ah, a parte mais diferente foi acompanhar as pesquisas no laboratório mesmo, com ratinhos. Caramba, fazer AER (BERA) e OAE (emissões otoacústicas) nos ratinhos não é fácil e tem que ter estômago... E eu não tinha! Enfim, profissionalmente foi excelente e pessoalmente também.
Por hoje é só!

Wednesday, August 22, 2007

O tempo não para...



Já faz alguns meses que estou tendo uma certa dificuldade de ter uma noite de sono bem dormida. Meu problema não é demorar para dormir, isso eu faço com uma facilidade de dar inveja em muita gente. Porém, tenho dificuldade na manutenção do sono. E isso não importa a hora que eu vou dormir, nem o que eu fiz durante do dia, se caminhei o tempo todo ou se fiquei grudada no computador. Simplesmente não importa. É passar das 3 da madruga que eu desperto. Não é sempre o mesmo horário, ontem por exemplo acordei as 4:45 da manhã. E até ontem eu achava que o pior barulho que pode existir na categoria "barulhos da madrugada" é o som do relógio, logo explicarei porque mudei de idéia. O tic-tac, tic-tac, tic-tac funciona como um gerador de ansiedade para mim. Não consigo dormir, tic-tac, o tempo tá passando, tic-tac, será que foi alguma coisa que eu comi, tic-tac, hoje não comi nada, tic-tac, já estou acordada a uma hora, tic-tac... Maldito relógio! Minha última tese do porquê não tenho um noite completa de sono é a idade. Estou a algumas semanas de completar 3 décadas de vida e meu sono já foi afetado, de forma precoce eu imagino. Não quero nem pensar em remédios. Tenho visto na TV muitos comerciais de remédios para insônia e prestando atenção nos atores, todos me parecem mais velhos que eu... Então acho mesmo que eu não qualifico, assim dessa forma bem científica, está decidido. Contar carneirinhos não é para mim, e fazer relaxamento começando pelos pés, como uma vez um palestrante de técnicas de relaxamento me sugeriu, muito menos. Suas palavras: "comece a pensar no seu dedão, pense que ele está leve, leve, e você não está mais sentido de tão leve que ele está, faça isso com cada dedo, começando pela direita e depois esquerda. Então vá subindo..." Oh my God, eu estava dormindo, quão pesado meus pés poderiam estar??? Mas se eu voltar para minha teoria do que eu comi na noite anterior talvez faça algum sentido. Enfim, minha solução é não pensar em nada, tentar enganar o cérebro, e para isso, nada melhor que ligar a tv e colocar num canal de televendas de produtos inúteis. Geralmente funciona. O ruim é quando funciona rápido demais, eu durmo e a TV continua ligada. Alguém tem que acordar para desligar a TV e eu nunca acordo pela segunda vez... Ops...
Bom, tudo isso para falar que essa noite mudei de idéia. O barulho do relógio não ocupa mais o status do meu pior inimigo na madrugada. Este espaço foi ocupado pelo alarme de fogo do meu prédio. As 2:30 A.M. eu já estava no meu vigésimo sono - e provavelmente o último da noite - quando acordo com um barulhão ensurdecedor. Com os olhos arregalados cutuco o marido, ele me olha e vira para o lado. Cutuco de novo e então começa a correria. Troca rápida de roupa, procura calça, procura blusa, ida ao banheiro para olhar o cabelo e então rumo a rua. É claro que quase todos os moradores dos outros apartamentos já estavam lá, porque quem em sã consciência vai trocar de roupa num incêndio? Ou pior, olhar como está o cabelo? Passados 4 minutos chegam 2 carros de bombeiro, mas já sabíamos que tinha sido um alarme falso. Conclusão, o relógio é chato mas pelo menos não me acorda, agora o alarme contra incêndio... Para minha sorte, essa provavelmente será a última vez que ele quase me causa um dano cardíaco, porque em uma semaninha mudaremos para uma casa!!!!

Monday, August 20, 2007

Seguindo na direção norte!


Finalmente criei um blog! Com um ano de atraso, pois tive essa idéia quando cheguei nos EUA e pensei em escrever minhas experiências na terra do Tio Sam. Achei que seria uma boa forma de registrar e dividir todas as coisas diferentes aqui vividas.
Antes tarde do que nunca, certo?!
Como viémos parar aqui...
Me lembro que quando ficamos sabendo que viríamos para Boston, foi uma alegria danada. Pois era a premiação de tanto esforço do Lú, que durante meses ficou indo atrás desse sonho. A primeira pessoa que contei foi minha mãe, que como eu é uma manteiga derretida. Choramos e rimos ao mesmo tempo, numa mistura de emoções inexplicável. Quando falei para meu pai, tive uma certa dificuldade de entender imediatamente sua reação. Ele ficou feliz da vida e falou:" Vão mesmo. E fiquem por lá!" Nossaaaaaaaa, eu quase pulei no pescoço dele. E logo veio a minha pérola: "quer se ver livre de mim, é?! Não me amas?" E ele então, com uma paciência que geralmente não lhe é peculiar, hehehe, me falou de toda sua indignação com o nosso país e que teríamos uma oportunidade única de construir uma vida num lugar com mais justiça, com menos baderna, etc, etc, etc. No fundo eu sabia que ele só estava pensando no nosso bem, mas eu adoro um drama. A família do Lú recebeu a notícia com muita felicidade também. Acho que a Tia Bea - mãe do Lú - teve a mesma mistura de emoções que minha mãe.
O próximo passo foi vender absolutamente tudo, salvo nossos presentes de casamento que até hoje congestionam um quarto no apartamento da minha sogrinha querida. Tudo para conseguir fazer uma reserva para mudança de país. Ficar sem nosso carro e sem nossa cama, nossas coisas, foi complicado, mas foi por pouco tempo. Com a ajuda da família tudo ficou mais fácil.
Com quase tudo organizado no Brasil , comecei a ir atrás de coisas para ocupar de forma útil meu tempo nos EUA. Mandei trocentos emails para vários centros de fonoaudiologia em Boston, mas ninguém se deu o trabalho de responder. Decidi fazer um curso intensivo de inglês, pois estava SUPER enferrujada. Então meu primeiro mês e meio de Boston já estava preenchido: aulinhas de inglês.
Através da Internet alugamos um Studio, que é a palavra que eles usam para Kitnet, que ficava a dois passos do hospital do Luti. Agora era só esperar.
Nossas expectativas estavam nas estrelas...